segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Goleada do Barcelona sobre o Santos evidencia a superioridade do futebol espanhol

                   
Ontem assistimos a mais um show de futebol do fantástico time do Barcelona. Os 4x0 sobre o Santos não representaram com precisão o que ocorreu nos noventa minutos de jogo, pois a superioridade da equipe espanhola merecia um placar bem mais elástico. Foi um jogo de um time só. Os santistas apenas assistiram aos comandados de Messi mostrar como se joga futebol. Hoje o time catalão não tem adversário à altura. No último sábado ganhou do Real Madrid, em pleno Santiago Barnabéu, por 3x1. Nessa partida, pelo menos, houve reação, houve até um pequeno predomínio do time madrilhenho nos primeiros vinte minutos, houve jogo. Ontem não. Um verdadeiro massacre, um “chocolate”. Ficou claro, para quem quer ver, a grande inversão de valores que ocorreu nos últimos anos. No passado os brasileiros praticavam o chamado “futebol arte”, enquanto os europeus o “futebol força”. Eles assimilaram nossa arte e nós, estupidamente, aprendemos a jogar com “pegada”, utilizando jogadores altos, fortes e sem técnica, dando trombadas e chutões para frente.

O futebol brasileiro involuiu e a grande responsabilidade por esse atraso é dos técnicos “retranqueiros”, que passaram a ser supervalorizados pela imprensa esportiva, estão ganhando salários altíssimos e acabando com o verdadeiro futebol brasileiro.

Tudo começa com as categorias de base, onde os garotos são pressionados a ganhar a qualquer preço, quando deveriam ser educados a competir com esportividade e, principalmente, deveriam ter liberdade para criar. Antigamente, os garotos aprendiam a jogar futebol nos campinhos de várzea, hoje aprendem a “bater” nas escolinhas de futebol e nas categorias de base dos times profissionais. E para participar, o garoto precisa ter altura e físico, senão nem treina.

Com essa política burra, hoje não temos mais armadores no futebol. Aqui mesmo neste espaço, no ano passado, eu escrevi que os melhores armadores do futebol brasileiro eram argentinos, na época, Conca, Montillo e D’Alessandro. O único jogador brasileiro que parecia ser um grande armador é o Paulo Henrique Ganso, mas que depois que se contundiu seriamente, nunca mais voltou a apresentar aquele futebol vistoso.

No meu post de 10 de dezembro último, sobre a brilhante vitória do Barça sobre o Real Madrid, eu falava da diferença entre o futebol apresentado por esta máquina de jogar bola e o futebol brasileiro: “sem violência gratuita, sem simulação de pênaltis, sem chutões para o alto e sem corriqueiro cai-cais tão comuns no futebol brasileiro”

Agora, depois dessa humilhante derrota de nosso futebol, os comentarias esportivos, aqueles mesmos que enalteciam os técnicos que jogavam com zagueiros “brutamontes”, volantes “brucutus” e centroavantes “postes”, como o próprio Muricy, são unanimes em criticar e pedir mudanças urgentes.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Eleitores do Pará deram demonstração de civismo e responsabilidade


A tentativa de criar dois novos estados, Carajás e Tapajós, dividindo o estado do Pará em três, foi barrada pelos eleitores que disseram “não” a esta proposta que iria inchar ainda mais a já robusta máquina estatal brasileira.

É claro que as duas regiões que iriam se transformar em estados são carentes e abandonadas pelo poder público, como o restante do estado, que vem sendo pessimamente administrado há décadas. A questão não é, simplesmente, de dar autonomia às regiões e sim melhorar a gestão pública do estado.

Atualmente, apesar da administração caótica do Pará, o estado apresenta um pequeno superávit orçamentário. Com a transformação do Pará em três estados, estima-se que cada um deles teria um déficit de 1 bilhão, que seria pago, como sempre, por todos nós, contribuintes.

O grande problema reside no fato de que nossa Constituição exige que seja replicada em cada unidade toda a estrutura da união, ou seja, Executivo, Legislativo e Judiciário. Os custos são gerados pela instalação de uma sede de governo, uma Assembléia Legislativa, diversas secretarias de estado, milhares de cargos comissionados, órgãos de apoio, etc. Cria-se também uma despesa anual com salários e custeios que podem superar a R$30 milhões para cada novo estado. Teríamos também novos senadores que provocariam um custo de R$150 mil só em salários.

Antes de propor a criação de um novo estado é necessário garantir que ele seja, pelo menos, auto-sustentável. Já temos centenas de municípios espalhados por todo Brasil sem a menor condição financeira de existir e que foram criados pela irresponsabilidade de nossos políticos. Esses municípios servem apenas para enriquecer os políticos do poder executivo e legislativo que os controlam, enquanto a população vive na miséria.  A criação de um novo estado deveria ser precedida de um estudo sério de viabilidade econômica.

É bom lembrar que existem na Câmara dos Deputados onze projetos para criação de novos estados. Um espanto! Esperamos que os eleitores desses estados, quando consultados, tenham o mesmo nível de responsabilidade e bom senso apresentados pelos paraenses.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Barcelona 3 x 1 Real Madrid, Uma aula de futebol


Acabo de assistir ao jogo entre as duas maiores forças do futebol espanhol, realizada hoje no estádio Santiago Barnabéu, em Madri, campo do Real. Foi um show de bola, demonstrando claramente o estágio superior dessas duas equipes. Jogo duro, disputadíssimo, envolvente, mas leal, sem violência gratuita, sem simulação de pênaltis, sem chutões para o alto e sem o corriqueiro cai-cai tão comum nos jogos do futebol brasileiro.

Outra diferença marcante foi o comportamento dos dois técnicos, José Mourinho, do Real Madri e Pep Guardiola, do Barcelona em relação aos técnicos brasileiros. Os dois são, juntamente com o técnico Alex Fergusun, do Manchester United, os três finalistas para o prêmio de melhor técnico do ano. Eles se mostraram serenos e tranqüilos e a maior parte do tempo, sentados. Aqui estamos acostumados a ver a palhaçada que os treinadores fazem, gesticulando e esbravejando o tempo todo, em pé, a beira do gramado.

O jogo começou eletrizante. Logo aos 25 segundos, o Real Msdrid abriu o placar, após uma falha do goleiro Victor Valdez, Benzema finalizou bem.

O Real Madrid conseguia marcar bem a saída de bola, anulando a maior arma do time catalão, que é o toque rápido e envolvente. Foi assim que o Real conseguiu criar mais uma grande oportunidade de gol, quando Cristiano Ronaldo frente a frente com Valdés, chutou para fora. O Real Madrid seguiu com um ligeiro dominio da partida até os 25 minutos, quando o Barcelona equilibrou a partida e conseguiu seu gol de empate, aos 29, através de Alex Sánches, aproveirando um excelente passe do genial Messi. Daí em diante o Barça passou dominar a partida e terminou o primeiro tempo com mais posse de bola.

Logo no inicio do segundo tempo, aos sete minutos, Xavi chutou da entrada da área, a bola resvalou no brasileiro Marcelo e deslocou o goleiro Casillas, marcando 2x1 para o Barcelona. O Real Madrid esboçou uma reação e criou mais uma boa oportunidade de gol. Uma bola levantada na área, Cristiano Ronaldo cabeceou livre, para fora.

Aos 20 minutos saiu o terceiro gol do Barcelona, acabando com qualquer esperança para o time madrilhenho. Novamente Messi arranca pela intermediária e passa para Daniel Alves que cruza, na medida, para Fábregas fuzilar de cabeça.

O técnico José Mourinho, do Real, procedou suas três substituições, tentando uma reação, a principal delas foi a entrada de Kaká, no lugar de Ozil. O brasileiro fez algumas boas jogadas, mas não conseguiu mudar o panorama da partida.

No final, o Barcelona ainda conseguiu criar ótimas chances de gol e por pouco não amplia o marcador.

As duas equipes tiveram as seguintes formações:

REAL MADRID: Casillas; Coentrão, Pepe, Sergio Ramos e Marcelo; Lass Diarra (Khedira) e Xabi Alonso; Di María (Higuaín), Ozil (Kaká) e Cristiano Ronaldo; Benzema

BARCELONA: Valdés; Daniel Alves, Piqué, Puyol e Abidal; Busquets, Xavi e Iniesta (Pedro); Alexis Sánchez (David Villa), Messi e Fábregas (Keita)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Lupi caiu e o Pimentel já subiu no telhado. A fila anda...


Sétimo ministro a cair no governo Dilma, sexto por denúncia de corrupção, Carlos Lupi, resistiu durante um mês, quando presenciamos um vendaval de denúncias publicadas na imprensa e um festival de besteiras pronunciadas por ele na televisão, que deixaram claro para todo o Brasil, o seu despreparo para o cargo. Suas declarações, tentando se defender, foram grosseiras, preconceituosas e inoportunas.

Malandramente, ele escolheu um domingo em que todo o país estava com sua atenção voltada para a rodada final do Brasileirão, para apresentar sua carta de demissão. Não adiantou, houve grande repercussão na mídia.

Menos de quarenta e oito horas depois, surge o novo escândalo: o ministro Fernando Pimentel é acusado de ter recebido R$ 2 milhões nos anos de 2009 e 2010, período após deixar a prefeitura de Belo Horizonte e assumir o Ministério do Desenvolvimento, com a prestação de serviços de consultoria.

É impressionante a sucessão de denúncias contra os ministros do atual governo. Aliás, Pimentel furou a fila, pois o nome da vez vinha sendo o ministro das Cidades, Mario Negromonte (PP), acusado de envolvimento em possível cobrança de propina como taxa de inscrição no Programa Minha Casa, Minha Vida por organizações não governamentais (ONGs). Há também a acusação de que a diretora de Mobilidade Urbana do ministério, Luiza Gomide teria alterado parecer técnico que vetava a mudança do projeto do governo de Mato Grosso de trocar a implantação de uma linha rápida de ônibus (BRT) pela construção de um veículo leve sobre trilhos (VLT). A mudança aumentaria os custos da obra em R$ 700 milhões e faz parte do projeto de infraestrutura da Copa do Mundo.

Voltando ao caso Pimentel, uma das empresas atendidas pela sua consultoria teria sido vencedora em uma licitação da prefeitura da capital mineira após a saída de Pimentel do cargo. Certo é que o grupo da construtora Convap, um dos clientes da empresa, obteve no período, dois contratos de R$95,3 milhões com o municipio.
O jornal O Globo, na edição de hoje, informa que o seu sócio na empresa de consultoria, Otílio Prado, foi seu assessor na Prefeitura e lá continua até hoje, assessorando o novo prefeito. O mesmo jornal já havia informado, ontem, que a empresa de Pimentel e Otílio recebeu R$400 mil da QA Consulting, que pertence a um dos filhos de Otílio Prado.

A oposição tentou, sem sucesso, aprovar na Câmara dos Deputados, a convoção do ministro para prestar esclarecimentos, mas o PSDB pediu, nesta quarta-feira, que o Ministério Público abra investigação para esclarecer o caso.

O ministro se defende, negando que tenha realizado tráfico de influencia e afirmando que não ocupava, na época, nenhum cargo público e que as empresas atendidas por ele não têm relações com o governo federal.

Este caso, muito parecido com o do ex-ministro Palocci, ainda vai render muitos desdobramentos e pode ter o mesmo desfecho.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Salve o Corinthians ...


Quando a CBF teve a coragem de alterar o sistema de disputa  do Campeonato Brasileiro, a partir de 2003, instituindo os pontos corridos,  houve muita reação. Liderados pela Rede Globo, muitos comentaristas esportivos protestaram, alegando que a competição perderia interesse, já que não haveria uma final de campeonato e caso um time disparasse na liderança, o campeonato ficaria sem graça, sem motivação.
Ledo engano. Hoje o campeonato brasileiro está muito mais emocionante  que na época que existia aquela fórmula esdrúxula, que começava por pontos corridos e terminava num mata-mata, onde o oitavo colocado poderia se tornar campeão, como aconteceu com o Santos em 2002. 
Na verdade o interesse não se prende apenas a quem será o campeão, existem muitos outros interesses, como a participação do time na Copa Libertadores da América, na Copa Sul Americana e na permanência na série A.
Dessa forma, tivemos um final de campeonato maravilhoso, das dez partidas da última rodada, apenas uma não despertava interesse: América MG X Atlético GO.mento
A disputa pelo título ficou entre o Corinthians e Vasco e qualquer que fosse o desfecho, o título ficaria em boas mãos. Ficou com o timão, que obteve, ao longo do campeonato, o maior número de vitórias, o ataque mais positivo, o menor número de gols sofridos e o melhor saldo de gols, neste item ao lado do Vasco, além de ter liderado a competição por 27 rodadas. Portanto, foi muito justa a conquista.
O campeonato disputado por pontos corridos, com cada time jogando contra todos os outros, em seu estádio e no estádio do adversário, torna o resultado final inquestinável.
Paralelamente tivemos a luta de Flamengo, Internacional, Figueirense, Coritiba , São Paulo  e Botafogo para a  vaga na Taça Libertadores. Deu Flamengo e Inter.
As duas vagas que restavam na Zona do Rebaixamento foram disputadas por Cruzeiro, Ceará e Atlético PR. Aí não houve emoção, pois o Cruzeiro liquidou seu arqui-rival Atlético Mineiro já no primeiro tempo vencendo por 4x0. Ao final do jogo o resultado foi ainda mais elástico: 6x1. Uma goleada histórica e humilhante, ratificando a nítida superioridade dos azuis sobre o Galo. Nos últimos 50 jogos, houve 26 vitórias do Cruzeiro, 12 vitórias do Atlético e 12 empates.
Lamentável foi o Cruzeiro ter feito uma campanha ridícula, chegando ao final do campeonato precisando vencer a última partida para se salvar do rebaixamento.
Salve o Corinthians, Campeão dos Campeões...

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Marcos Valério, operador do Mensalão, volta a ser preso


Há poucos dias, a divulgação de que o famigerado Marcos Valério, suposto operador da mais noticiada rede de corrupção e desvio de dinheiro público dos últimos anos, havia voltado às suas atividades de lobista, juntamente com os seus sócios da empresa DNA Propaganda e circulava livremente, entre os órgãos do governo federal, surpreendeu muita gente. No imaginário popular Marcos Valério deveria estar preso ou, pelo menos, impedido de continuar com suas manobras ilícitas. Hoje sai a notícia de sua prisão e de seus sócios Ramon Hollerbach, Francisco Marcos Castilho Santos e Margaretti Maria de Queiroz na operação “Terra do Nunca” da Polícia Civil da Bahia, acusados de fraude em registros públicos de imóveis no interior da Bahia, que eram usados como garantia para empréstimos.

O juiz de Direito da comarca de São Desidério (BA) assinou vinte e três mandados de prisão, busca e apreensão. Quinze pessoas já foram presas nesta sexta-feira em Minas, São Paulo e Bahia.

O que impressiona neste caso é o reflexo da lentidão da justiça brasileira, que demora tanto a julgar um crime, que dá ao criminoso a chance de continuar seus delitos, impunemente.

O caso de Marcos Valério é apenas mais um. Existem outros até mais graves, como o caso do motorista de caminhão que atropelou e matou um motociclista, no mês passado, na Serra (ES) ao dirigir bêbado como foi visto em vídeo exibido pelo jornal Nacional. Ele já havia sido preso em 2010, após atropelar e matar outro motociclista, dessa, em Vila Velha (ES). Mais uma vez ele estava completamente bêbado.

Os pais da vítima do acidente de um ano atrás não se conformam com a impunidade do motorista. "Não tem como você aceitar que uma pessoa que cometeu um erro há um ano e meio, venha a cometer o mesmo erro, na mesma íntegra. Ele sofreu punição nenhum, nem teve a CNH apreendida", diz José Santos Stofel, pai do motociclista Eduardo Gonçalves.

No primeiro acidente ele foi preso, pagou fiança e aguardava o julgamento em liberdade, quando cometeu outro atropelamento e morte. Lamentável.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O Vasco já é o grande vencedor de 2011


Falta apenas uma rodada para o término do campeonato brasileiro de futebol de 2011. Depois de trinta e sete emocionantes rodadas, o título será decidido entre Vasco e Corinthians no próximo domingo. O Vasco enfrenta seu arqui-rival Flamengo no estádio “Engenhão” e o Corinthians o seu, não menos rival, Palmeiras, no Pacaembu. O time paulista com mais probabilidade de levantar a taça, pois acumula dois pontos sobre o esquadrão da Colina, como os antigos narradores de futebol costumavam chamar o time de São Januário.

Os dois pontos de vantagem permitem ao Corinthians, mesmo perdendo seu jogo, terminar a competição com título, caso o Vasco perca ou empate sua partida.

Ao Vasco caberá a tarefa de ganhar o seu jogo e torcer pela derrota do Timão.

Posto isso, vamos explicar porque o Vasco já é o grande vencedor de 2011.

O time começou o ano fazendo uma campanha ridícula no campeonato carioca, correndo o sério risco de rebaixamento para a segunda divisão dessa competição.

O primeiro turno foi péssimo, no segundo já houve uma recuperação e a partir daí o time foi crescendo e disputou a final do segundo turno do campeonato, denominado Taça Rio com o Flamengo, perdendo nos pênaltis.

Paralelamente o time disputava a Copa do Brasil, que teve continuidade após o inicio do Campeonato Brasileiro, mesmo assim o Vasco jogou a maioria das partidas com seu time principal e terminou como o grande campeão, já assegurando sua participação na Taça Libertadores da América de 2012.

Quando isso acontece, o time campeão da Copa do Brasil perde a motivação pela disputa do campeonato brasileiro, o que provoca uma participação quase sempre apagada. Mas o Vasco não teve esse comportamento, pelo contrário, disputa o campeonato com muita disposição.

Aí veio a Copa Sul Americana, cuja maior importância se prende ao fato de possibilitar ao vencedor disputar a Copa Libertadores no próximo ano.

Ora, o Vasco já havia assegurado esta participação com a conquista da Copa do Brasil, além disso, estava bem no campeonato brasileiro, sendo razoável que não desse importância a essa competição, como fizeram os outros times brasileiros, como Flamengo, Botafogo, São Paulo, Palmeiras, etc.

Novamente o Vasco contrariou todas as expectativas e disputa a Sul Americana para valer, para ser campeão.

Neste ponto acontece o trágico AVC (Acidente Vascular Cerebral) em seu técnico Ricardo Gomes, que o afasta da direção do time até o fim do ano.

Quando todos esperavam que o Vasco fosse contratar outro treinador, ele manteve o auxiliar técnico e continuou brilhando nas duas competições, provando que é perfeitamente possível atuar em duas frentes concomitantes.  

Por tudo isso, mesmo se o time não conquiste nenhuma dessas competições, embora tenha chegado bem perto, já é um grande vencedor, um time de garra, de raça, que engrandece o futebol brasileiro.   
 

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Finalmente o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados toma decisão importante


A lamentável absolvição da Deputada Jaqueline Roriz flagrada recebendo propina do então Secretário de Estado do Distrito Federal Durval Barbosa, no episódio denominado “mensalão” do DEM, quando 265 parlamentares votaram favorável a sua permanência no mandato, apesar das evidências e da própria confissão da ré, serviu, pelo menos, para que o Conselho de Ética tomasse uma decisão importante. Na ocasião a deputada alegou que estava sendo acusada por um ato cometido antes de sua posse, e que, portanto, não teria ferido o decoro parlamentar, isto é, a urna seria uma espécie de pia batismal.


Ontem, 23 de novembro, tivemos algo a comemorar depois de tantos episódios lamentáveis protagonizados por esta famigerada casa: por unanimidade o Conselho aprovou o relatório do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) à consulta 211/11, da Presidência da Câmara, que solicitava um posicionamento sobre a possibilidade de parlamentares serem cassados por eventuais crimes ou irregularidades praticados antes de tomar posse. A consulta foi feita por causa da Questão de Ordem111/11, apresentada pelo deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) após o julgamento da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF).

No entanto, o ato criminoso ou que afete o decoro parlamentar terá que:

• Não ser de conhecimento da Câmara dos Deputados até a data da posse.

• Ferir a imagem do Parlamento

• Ser cometido até 5 (cinco) anos antes do início do mandato.

Mesmo com estas restrições, a decisão representa um significativo avanço contra a impunidade que impera no meio político e até nos enche de esperança de que um dia teremos políticos mais comprometidos com a ética.

Agora, falta ainda a aprovação do projeto que prevê fim do voto secreto no plenário da Câmara. Este projeto já foi aprovado em primeira votação, há alguns anos, mas dorme nos arquivos, aguardando uma segunda votação, que não sai nunca.

No passado havia mais seriedade no que se refere ao decoro parlamentar. O primeiro deputado federal deposto por quebra de decoro, ocorrido na década de 40, foi Barreto Pinto. O motivo: foi convencido pelo fotógrafo francês Jean Manzon, a serviço da revista O Cruzeiro, a posar com a parte superior de um fraque e cueca samba-canção, como se vê na foto acima.

Na época, o deputado se defendeu alegando que teria sido enganado pelos repórteres da revista, que teriam prometido divulgar apenas a parte superior da foto. Não foi aceito seu argumento e, pela primeira vez o país presenciou a cassação de mandato por quebra de decoro parlamentar.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Cruzeiro, a um passo da Série B


No inicio do campeonato brasileiro da Série A de 2011, quando os comentaristas esportivos fazem seus prognósticos, apontando os times que irão realmente disputar o título, aqueles que ficarão numa faixa intermediária e os candidatos ao rebaixamento, o nome do Cruzeiro Esporte Clube figurava sempre entre os prováveis campeões. E não poderia ser diferente, afinal ele era o vice-campeão do ano passado, havia disputado a Taça Libertadores da América nas últimas quatro temporadas e ostentava um elenco bem qualificado. Além disso, tinha sido arrasador na primeira fase da disputa da Libertadores desse ano, quando foi o melhor primeiro colocado entre os oito grupos disputantes, embora tenha sido eliminado nas oitavas de final pelo Once Caldas. Havia também conquistado o campeonato mineiro.
Hoje pouco mais de seis meses do inicio do campeonato, o Cruzeiro é 16º colocado, a apenas um ponto da zona do rebaixamento, correndo sério risco de disputar a Série B, na próxima temporada.
Como explicar uma queda tão vertiginosa?
Foram muitas as causas, uma verdadeira sucessão de erros.
Primeiro houve um desmonte do time que vinha jogando junto há três anos. Do ano passado para este ano saíram: Jonathan, Leonardo Silva, Gil, Gilberto, Henrique, Bernardo, Thiago Ribeiro e Dudu, emprestados ou vendidos e Wallison, por contusão.
Desde 2003, o Cruzeiro não forma um time para ser campeão e sim para vender seus melhores jogadores no meio do ano, aproveitando a janela de contratações da Europa.  Este ano, o Zezé Perrela exagerou e desmontou o time. Houve três trocas de técnico ao longo do campeonato, além da queda de produção de toda equipe.
Com todos esses ingredientes não podia dar outra coisa: a luta desesperada para fugir do rebaixamento. Um time que sempre disputa o título juntou-se às piores equipes do campeonato figurando muito próximo da famigerada Zona do Rebaixamento.
Com qualquer resultado, o Cruzeiro terá que efetuar uma reformulação no elenco, uma verdadeira faxina, dispensando Vitor, Cribari, Léo, Diego Renan, Marquinhos Paraná, Roger, Wellington Paulista, Keirrisson, Farias, Bobô e Anselmo Ramon. Estes deverão ser vendidos ou ter o contrato rescindidos ou não renovados.
Caso o rebaixamento se concretize a culpa pode ser debitada na conta do Zezé Perrela, que se tornou milionário, não se sabe como, depois que assumiu a presidência e agora passa o comando do clube nessa situação ridícula.
   

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Brasília tem tanto político bandido que já merece uma UPP


Finalmente o governo do Rio de Janeiro está retomando o comando das favelas, há muitos anos dominadas pelos traficantes. Algo inaceitável e inacreditável para quem está de fora: os marginais criaram um estado paralelo, impondo suas próprias leis e restringindo o acesso até mesmo da polícia. Um espanto!

Felizmente teremos dois grandes eventos esportivos na cidade nos próximos anos, o que acelerou uma providencia que já deveria ter sido tomada há muito tempo. A instalação de UPP’s – Unidades de Polícia Pacificadoras vem trazendo, finalmente, a normalidade, a legalidade e a paz para os moradores das favelas, que são, na sua maioria, pessoas de bem, trabalhadoras, bons cidadãos. O estado de direito foi restabelecido.

A situação caótica que chegou a capital fluminense só foi possível graças a conivência e a leniência dos governos populistas dos últimos trinta anos. Houve um pacto tácito entre políticos e bandidos em troca de votos.

Estive pensando nisso e fazendo um paralelo com o que acontece com o governo federal. Em troca de apoio no Congresso, o governo estabeleceu uma política de coalizão, fazendo uma farta distribuição de ministérios e de milhares de cargos de confiança, em torno de vinte cindo mil, aos partidos da base aliada. Houve uma total inversão de valores, pois no presidencialismo quem nomeia e demite ministros é o presidente da república.

O resultado não poderia ser outro: uma avalanche de denúncias de corrupção, com provas evidentes de roubalheira e mau uso do dinheiro público.

A situação é tão grave que já se faz necessário a instalação de uma UPP em Brasília. Como não há confrontos nem violência física, poderíamos apenas mudar o nome da UPP para Unidade de Polícia Purificadora, formada, principalmente, por policiais investigadores, com intuito de efetuar uma devassa nos ministérios e proceder uma verdadeira faxina.   

sábado, 12 de novembro de 2011

Times de futebol descaracterizam e desmistificam seu “manto sagrado”

 
As camisas dos times de futebol sempre foram um símbolo extremamente importante para os torcedores, superando até a bandeira do clube. Tanto assim, que passaram a ser chamadas de “manto sagrado”. É mais importante que o jogador, o técnico ou o presidente. Estes todos passam, a camisa fica. Ela foi louvada em prosa e verso. O saudoso jornalista e escritor Roberto Drumont, autor de belíssimas crônicas sobre futebol deixou uma frase lapidar, exaltando a camisa do Atlético Mineiro, time de seu coração: “Se houver uma camisa branca e preta pendurada num varal durante a tempestade, o atleticano torce contra o vento”.  Esta frase expressa, claramente, o valor que o torcedor dá à camisa de seu time. Naquela época, as camisas eram limpas, não faziam propaganda, ou melhor, faziam propaganda do próprio time.

Hoje as camisas estão infestadas de propaganda, semelhantes aos macacões da Fórmula 1. Houve um verdadeiro estupro no símbolo mais representativo das equipes. As diretorias pensam apenas no faturamento, não respeitam nem mesmo as cores do clube, e que se dane a história, a tradição e a torcida.

O primeiro time a estampar propaganda na sua camisa foi o Club Atlético Peñarol, do Uruguai, nos meados dos anos 50, mas foi uma experiência efêmera, uma simples brincadeira. Apenas vinte anos mais tarde, começou a febre das propagandas nos uniformes de futebol. Foi o Eintracht Braunschweig, da Alemanha que inaugurou esta nova fase. Logo em seguida, o seu rival Hannover 96 assinou contrato com a empresa de bebidas Jägermeister, em 1973. Daí para frente foi um verdadeiro festival de desrrespeito: propaganda na frente, atrás, do lado e nas mangas das camisas, no calção, nas meias, etc. O uniforme se transformou num verdadeiro outdoor.

O único, entre os grandes clubes de futebol, que tentou manter sua camisa imaculada foi o Barcelona. Mas, infelizmente, não resistiu aos apelos publicitários e no ano passado assinou o maior contrato de patrocínio da história do futebol, no qual receberá 30 milhões de euros anualmente por cinco anos para exibir a marca da Qatar Foundation.

Depois dessa, só mesmo plagiando o imperador romano Julio César: Até tu, Barça?




quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Por que a Justiça e a Polícia Militar não agem com o mesmo vigor nas invasões do MST?


Nos últimos dias acompanhamos a invasão da reitoria da Universidade de São Paulo - USP, pelos seus estudantes. Procurei nas palavras dos próprios estudantes invasores uma justificativa para o ato extremo e não encontrei. O campus da Universidade é um local público, por onde passam, diariamente, um grande número de pessoas. É perfeitamente natural que a Polícia Militar faça a segurança do local. No entanto, esta parece ser a grande revolta dos estudantes, eles não concordam com a presença da PM na Universidade.  Difícil entender, não?

Os estudantes invadiram o prédio, a USP recorreu à Justiça e esta, prontamente, concedeu a reintegração de posse, dando prazo para os estudantes deixarem o local. Inicialmente eles teriam que deixar as instalações da Reitoria no sábado último, até as dezessete horas. Este prazo foi postergado para esta segunda-feira, às vinte e três horas. Como os estudantes não atenderam ao mandato judicial, a polícia os retirou à força, efetuando setenta e duas prisões. Os estudantes poderão ser indiciados por formação de quadrilha, dano ao patrimônio público e formação de quadrilha.

Tudo bem. Com uma semana tudo foi resolvido.

Agora a pergunta: Por que a justiça e a polícia não agem com a mesma presteza e a mesma força quando se trata das invasões de membros do Movimento Sem Terra – MST?

Eles não invadem apenas as fazendas, eles invadem prédios públicos também e para tirá-los demora uma eternidade. Qual a diferença?

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Resultados dos jogos do Brasileirão queimam a língua dos comentaristas


Alguém já disse que ser comentarista esportivo é muito fácil, pois suas análises ocorrem depois dos jogos. É uma verdade: criticar uma escalação ou o comportamento de algum jogador depois que o time perdeu fica muito fácil, difícil é escalar o time antes da partida ou jogar bem diante de todas as dificuldades que um jogo impõe.

Diante desta constatação seria muito mais prudente e inteligente se os comentaristas esportivos deixassem para se manifestar após os jogos, mas não é isso que estamos vendo nas diversas mesas redondas que assolam os canais de esporte. Os jornalistas esportivos, mesmo os mais experientes estão bancando os “Nostradamus” e antecipam os resultados dos jogos com uma convicção impressionante: “Tal time vai ganhar”, “tal time vai perder”, etc.

O número de erros é tão grande que ficou fácil saber o resultado de um jogo. Basta invertermos o resultado que a maioria aposta como certo.

A última rodada foi precedida de um festival de besteiras. Tudo começou com a transferência do jogo do América MG x Corinthians, da Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, para o Parque do Sabiá, em Uberlândia. Em Sete Lagoas teríamos pouco mais de mil torcedores do América. Em Uberlândia teríamos 40.000 corintianos. Os comentaristas do Rio de Janeiro e de São Paulo acusaram o América de estar “vendendo” o jogo, pois o Corinthians, líder da competição, diante de sua torcida iria trucidar o América, o lanterna. A goleada seria inevitável. Quanta bobagem! O América ganhou de 2x1, com méritos.

Esse foi apenas um pequeno exemplo das mancadas dos analistas de futebol. Toda semana é uma avalanche de palpites. Numa rodada, o Flamengo é forte candidato ao título, na outra já está totalmente fora da disputa. Da mesma forma, o Fluminense, o Botafogo, o Internacional, etc.

Há, na realidade, um grande equilíbrio entre as vinte equipes da Série A, o que dificulta ou, melhor, inviabiliza qualquer prognóstico. Nosso campeonato é o mais disputado e, portanto, o mais emocionante do mundo. Isso é ótimo. Quando os comentaristas esportivos perceberem isso, deixarão de falar tanta besteira.

Afinal, quem será o grande campeão de 2011? Aguarde a última rodada e você verá.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Mensaleiros podem ser anistiados pela Câmara dos Deputados



Seria cômico, se não fosse trágico: encontra-se na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a principal comissão da Câmara dos Deputados, um projeto que anistia os deputados cassados entre 2003 e 2006, exatamente no período em que a casa cassou os deputados José Dirceu (PT-SP), Roberto Jefferson (PTB-RJ) e Pedro Corrêa (PP-SP), por participarem do escândalo do Mensalão. Com a cassação eles perderam os direitos políticos por oito anos. Os três também são réus no processo do STF.

O projeto é de autoria do ex-deputado Ernandes Amorim (PTB-RO), o mesmo que no ano passado teve a cara de pau de propor a compra pela Câmara, de um jato Legacy para transportar os deputados das Comissões Especiais.
Na justificativa do projeto, ele alega que a Câmara absolveu a maioria dos deputados citados no esquema de corrupção e que seria injusta a manutenção da punição somente aos três cassados.

Ora, se a Câmara errou ao não cassar todos os envolvidos, erraria mais ainda se anistiasse aqueles que foram devidamente punidos.

O relator do projeto, o Deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP), no seu relatório deu parecer contrário e ressaltou que o projeto é casuístico e ofensivo ao princípio constitucional da “moralidade” e que visa apenas proteger os três deputados cassados.
Mesmo assim o presidente da CCJ, o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), por sinal um dos réus no processo sobre o tema que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), incluiu o polêmico projeto na pauta para votação na próxima quarta-feira e só o retirou após a publicação do fato pelo jornal Estado de São Paulo.

De qualquer forma, o projeto continua na CCJ e pode, a qualquer momento, entrar na pauta, ser votado e aprovado pelo plenário, mesmo com o parecer contrário do relator. É impressionante a desfaçatez de nossos parlamentares.

Infelizmente a culpa é nossa que os elegemos. È como teria dito o nosso maior arquiteto, Oscar Niemayer:

“Projetar Brasília para os políticos que vocês colocaram lá foi como criar um lindo vaso de flores para vocês usarem como PINICO”

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Cai o Sexto Ministro do Governo Dilma. Quem será o próximo?


Com apenas dez meses de governo, a presidente Dilma (recuso-me a chamá-la de “presidenta”) foi obrigada a demitir seu sexto ministro. Cinco caíram depois de sofrerem graves denúncias de corrupção. Apenas o ministro Nelson Jobim saiu por ter criticado o governo. Parece-me que ele era o único ministro sério desse governo. Será que foi por isso que ele saiu?

Como das vezes anteriores o mau uso do dinheiro público nos ministérios denunciados já vinha ocorrendo há muitos anos, desde a época do governo Lula.

Foi exatamente o governo Lula, que em troca de apoio entregou os ministérios aos partidos (PR, PMDB, PCdoB, etc.) de “porteira fechada”, isto é, os ministérios passaram a funcionar como se fossem células independentes dentro do governo. A presidência perdeu o controle do que se passava em cada pasta.

O orçamento a eles destinado era utilizado a bel-prazer dos ministros e de seus assessores “verticalizados”, formando verdadeiros “feudos”. Dessa forma, era inevitável a corrupção.

Tudo Começou com o PM João Dias, fazendo sérias denúncias ao Ministério dos Esportes, por meio de entrevista para a revista Veja. Na reportagem, o policial que é ex-militante do PCdoB acusa Orlando Silva de envolvimento em irregularidades que teriam desviado mais de R$ 40 milhões do programa Segundo Tempo, em oito anos.

Mesmo assim, a presidente Dilma, orientada por Lula, tentou manter o ministro no cargo. A situação ficou insustentável após o Supremo Tribunal Federal acatar o pedido do procurador geral da República e abrir inquérito para investigar Orlando Silva.

O que vai acontecer? O ministro será substituído. Se ele for parlamentar volta para a Câmara ou para o Senado, como se nada houvesse acontecido e vai continuar levando a vida de Marajá, que nós patrocinamos para nossos bravos legisladores. E não se fala mais nisso!

Se não for parlamentar vai ocupar um dos 25.000 cargos comissionados que nosso governo dispõe para os “companheiros”.

Vamos aguardar o próximo escândalo.

domingo, 23 de outubro de 2011

Receita para ficar rico em pouco tempo



Quem não gostaria de ficar rico? Acredito que a maioria das pessoas gostaria muito de enriquecer em pouco tempo, não é mesmo?

Muito bem. Se seu desejo de ganhar muito dinheiro está acima de seus escrúpulos, vai a seguir a receita, em seis passos:

Primeiro passo: Filie-se a um partido da base aliada do governo, preferencialmente, ao PT, PCdoB ou PMDB, pois estes, me parece, são os mais atuantes e beneficiados.

Segundo passo: Não apenas filie-se, mas seja um militante destacado.

Terceiro passo: Crie uma ONG, que pela própria denominação deveria ser uma Organização Não Governamental, isto é, desvinculada do governo. Bem, as aparências enganam.

Quarto passo: Elabore um estatuto que não deixe dúvidas quanto à grande utilidade pública de sua ONG. Se ela for destinada a crianças carentes será perfeita.

Quinto passo: Elabore relatórios fajutos que demonstre toda a atuação junto ao seu público alvo. Pode ser tudo falso, afinal, ninguém vai checar mesmo.

Sexto Passo: Consiga uma boa verba do governo, gaste 10% desta verba com sua atividade fim, doe 20% para o "partido", embolse o restante e vai viver como um marajá.

Obs: No próximo ano solicite um aumento na verba, pois ninguém é de ferro.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Times mineiros à beira do abismo


No inicio do ano, a imprensa esportiva e os torcedores de Minas estavam eufóricos. Depois de muitos anos, Minas Gerais voltava a disputar o Campeonato Brasileiro de Futebol, na Série A, com os seus três principais clubes. E a perspectiva da participação deles era bem positiva.

O Cruzeiro havia feito uma ótima participação no campeonato do ano anterior, quando esteve sempre entre os primeiros colocados e terminou a disputa como vice-campeão. Iniciou a disputa da Taça Libertadores da América de forma espetacular e tudo indicava que seria um forte candidato ao título este ano.

O Atlético embora tenha lutado para não cair para a Série B no ano passado, anunciava a disposição de investir pesado na contratação de jogadores de alto nível e pretendia entrar na disputa pelo título. Alguns sonhadores acreditavam que os dois principais times de Minas iriam travar uma bela disputa pela liderança do campeonato brasileiro.

O América, depois de uma boa participação na Série B do ano passado, voltava em grande estilo para a Série A e tudo indicava que poderia fazer pelo menos uma campanha razoável, que o faria permanecer na Série A.

Doce ilusão! Com o decorrer do campeonato, a realidade se mostrou cruel para os mineiros.

O Cruzeiro começou o campeonato de forma catastrófica. Nas cinco primeiras rodadas, perdeu duas partidas e empatou três, alcançando apenas três pontos em quinze disputados. Trocou de técnico, demitindo Cuca e contratando Joel Santana, que no início de seu trabalho conseguiu cinco vitórias em seis jogos, com ótimo aproveitamento. Em seguida, voltou a perder seguidamente. Em paralelo, o time foi sendo desmontado pela diretoria. No inicio do ano já haviam saído Jonathan e Leonardo Silva. Depois saíram Henrique, Gil, Thiago Ribeiro, Gilberto e Dudu. Wallison, o melhor atacante do time se contundiu seriamente e só volta a jogar no próximo ano. Nova troca de técnico: sai Joel Santana e entre Emerson Ávila. O time continua perdendo. Sai Emerson Ávila e entra Wagner Mancini e as derrotas continuam. Já são onze jogos sem vitória, caminhando para o rebaixamento. Culpa exclusiva do Zezé Perrela, que entrou pobre no Cruzeiro, ficou milionário lá dentro, sabe-se lá como, e agora entrega o time nesta situação ridícula. 

O Atlético investiu em torno de 27 milhões de reais, contratando jogadores que já fizeram sucesso no passado, mas o resultado foi pífio. Continua como nos anos anteriores, lutando para não cair. O Galo é um mistério: tem boa estrutura física, com o melhor centro de treinamento do Brasil, contrata bons treinadores, bons jogadores, paga os salários em dia e não consegue se firmar. É sério candidato ao rebaixamento.
Quanto ao América, este já está, praticamente, na segunda divisão. Tem até jogado bem, mas sempre perde ou empata. Tudo indica que vai comemorar o seu centenário, no próximo ano, na Série B.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Reforma Política: A Emenda Poderá Ficar Pior que o Soneto


Coisa difícil no Brasil é fazer reformas. Mesmo as boas iniciativas do governo, como o Plano Real, que estabilizou a moeda e deveria ser complementado com as reformas trabalhista, previdenciária e tributária, acabou ficando incompleta.

Agora a bola da vez é a reforma política, que já deveria ter sido feita há mais de vinte anos. Pelo menos agora se criou uma comissão no Senado e outra na Câmara dos Deputados para tratar do assunto. Já começou mal, por que criar duas comissões e não uma comissão mista?

Algumas mudanças já são esperadas pela sociedade há muito tempo, tais como: fim das votações secretas nos legislativos, da imunidade parlamentar, da figura do suplente e do foro privilegiado, implantação da fidelidade partidária, proibição do candidato eleito para o legislativo ocupar cargo no executivo, exceto quando renuncie, proibição de disputar outro cargo eletivo durante a vigência do mandato, proibição de contratar parentes e cabos eleitorais, etc.

No entanto dentro das propostas das duas casas legislativas estão dois itens que podem piorar o que já é péssimo: lista fechada e financiamento público das campanhas.

A lista fechada simplesmente vai tirar do eleitor o poder da escolha de seu candidato para o legislativo. O eleitor vai votar na legenda e o partido vai definir, previamente, quem vai tomar posse, podendo, inclusive, perpetuar seus partidários mais influentes no poder, que, normalmente, são os mais inescrupulosos. A lista fechada que vem sendo defendida pelo PT é o caminho mais fácil para a corrupção.

O financiamento público das campanhas significa que nós, contribuintes, que já financiamos um estado inchado, as ineficiências e os desperdícios do governo, além de toda a roubalheira dos políticos, vamos financiar também os partidos políticos e seus candidatos. É uma forma de institucionalizar o caixa dois.

Já que a Lei de Marphy determina que algo que já está ruim sempre pode piorar, vamos aguardar que vem "chumbo grosso" por aí.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Brasileirão, Serie A, cada dia mais emocionante


Após a 24ª. rodada, o campeonato brasileiro de futebol encontra-se totalmente aberto, no que se refere a disputo do título. Diferente dos principais campeonatos da Europa, onde dois ou três clubes realmente disputam o título, no Brasil, já no returno, temos, pelo menos, sete equipes com reais chances de terminar a competição levantando o troféu. Isso é ótimo, pois futebol é essencialmente emoção.

Podemos considerar que Vasco, São Paulo, Corinthians, Botafogo, Fluminense, Flamengo e Internacional estão na briga pelo título, não sendo possível afirmar quem tem mais probabilidade de conquistá-lo. No entanto, podemos analisar cada um deles tendo como base o elenco, o técnico e as suas principais deficiências.

O Vasco da Gama, mesmo não possuindo um grande elenco vem fazendo uma bela competição. Dedé, Juninho Pernambucano, Felipe, Éder Luiz e Diego Souza são seus principais valores. Infelizmente, seu bom treinador, Ricardo Gomes, sofreu um AVC e, certamente, não voltará este ano ao comando da equipe. Esta seria a grande dificuldade que a equipe teria que superar. No entanto, os últimos resultados vêm demonstrando que a lamentável doença do técnico provocou uma grande união entre os jogadores e a comissão técnica. Esta união vem servindo como fator motivador para as vitórias e a busca do título para homenagear o treinador.

O Corinthians tem um elenco de qualidade média, com destaque para o volante Ralf, o meia Alex e o atacante Liedson. Este último é o grande nome da equipe, quando ele não joga o time cai muito de produção, pois lhe falta o definidor das jogadas. Seu treinador, Tite, não me agrada, é apenas razoável, fala muito e realiza pouco. O principal problema do timão para a conquista do título é sua queda de desempenho num momento importante da competição. Não creio que conquiste o título.

O São Paulo tem o melhor elenco do campeonato, com jovens jogadores formados em suas categorias de base, mesclado com veteranos muito experientes e vencedores. Poderia ser o favorito disparado para a conquista do título não fosse seu treinador, Adilson Batista, que depois de fracassar no Cruzeiro, no Corinthians, no Santos e no Atlético-PR foi, surpreendentemente, contratado para o São Paulo. Ele representará a maior dificuldade para a conquista do tricolor do Morumbi.

O Botafogo começou mal a competição, manteve o técnico e nas últimas partidas vinha mostrando uma grande evolução, sendo apontado até como candidato ao título. Seus destaques individuais são Jeferson, Bruno Cortês, Loco Abreu, Herrera e Maicosuel. De repente, perdeu de goleada para o Coritiba, de 5x0, na 23ª. rodada. Aí começou a receber críticas, mas essa derrota pode ser apenas um tropeço eventual. Eu continuo acreditando no Botafogo como um candidato ao título.

Depois do São Paulo, o Fluminense tem o segundo melhor elenco. Teve muita dificuldade no inicio do campeonato, enquanto esperava a chegada de seu atual treinador, Abel Braga. Conquistou quatro vitórias consecutivas e entrou na briga pelo título. Está crescendo de produção na hora certa. Ontem perdeu por 3x0 para o Bahia, mas continua na disputa.

O Flamengo nunca me convenceu. Tem um elenco razoável, com um jogador diferenciado, Ronaldinho Gaucho, mas vem em queda livre nas últimas nove rodadas. Seu treinador, o “professor” Vanderlei Luxemburgo é um técnico decadente. Desde 2004 não ganha um título importante, já que o campeonato estadual, mesmo o paulista, tem importância secundária. Eu não acredito no Flamengo nem mesmo entre os quatro primeiros colocados.

Resta o Internacional, que vem crescendo nas últimas rodadas, tem um bom elenco, um bom técnico, que joga ofensivamente e, o mais importante, possui o principal centroavante do futebol brasileiro, o goleador Leandro Damião. Pode surpreender na reta final.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Vergonha Nacional: Mais um ministro é demitido por mau uso do dinheiro público.


Depois de oito meses de mandato, o governo Dilma já foi obrigado, pelas denúncias, a demitir seu quinto ministro. Destes apenas o ministro Nelson Jobim saiu por insubordinação, os outros quatro por corrupção.

Esta constatação patética mostra, claramente, que a corrupção no governo federal é institucionalizada e que a escolha deste ministério foi uma lástima.

Se a escolha dos ministros coube a Dilma, como deveria ser, demonstra que ela é conivente ou incompetente. Se a escolha foi do ex- presidente Lula e dos partidos aliados significa que ela é não tem poder, apenas cumpre as ordens de seu ex-chefe.

Com a saída do ministro Pedro Novais, abriu-se uma grande oportunidade para a nomeação de um técnico que pudesse preparar o país para receber a avalanche de turistas nos grandes eventos esportivos que vamos promover nos próximos anos, mas infelizmente, a nomeação de mais um deputado, o maranhense Gastão Vieira (PMDB-MA) que não conhece nada da área já foi concretizada, apenas para agradar ao Sarney e seu partido.

A gestão do turismo no Brasil é péssima. Atualmente, com a primavera árabe, os europeus deixaram de viajar para a Tunísia, Egito e Marrocos nos últimos meses e o Brasil não realizou nenhuma ação para atraí-los para o nosso nordeste, que mesmo no inverno é ensolarado e quente. Lamentável. Vamos continuar perdendo milhões de dólares e euros com a fantástica indústria do turismo.

sábado, 10 de setembro de 2011

11 de Setembro foi apenas o inicio da derrocada americana


À medida que se aproxima o décimo aniversário do atentado que derrubou as torres gêmeas, o assunto toma conta da mídia e não é para menos, pois esse foi o maior espetáculo que presenciei em toda a minha vida. Embora tenha sido macabro, sinistro, covarde e repugnante como são todos os atos terroristas, seu planejamento minucioso e sua execução fantástica marcaram de forma indelével o início do século vinte e um. O mundo nunca mais será o mesmo depois de 11 de setembro. A apreensão, o medo e a insegurança passaram a fazer parte do dia a dia do mundo ocidental.

Os Estados Unidos não tardaram a responder aos ataques, lançando a Guerra ao Terror: invadiram inicialmente o Afeganistão, com intuito de derrubar o Talibã que abrigou os terroristas da Al-Qaeda. Em seguida invadiram o Iraque, que, supostamente, teria armas de destruição em massa. Estas duas guerras já custaram aos cofres americanos mais de três trilhões de dólares, ajudando a afundar o país numa dívida colossal.

É evidente que o atentado foi a demonstração cabal que a antipatia que os EUA sempre conquistaram em boa parte do mundo, principalmente, pelo seu comportamento belicista e agressivo foi aos poucos se transformando em ódio. Seria mais inteligente e muitíssimo mais econômico o grande pais do norte ter aproveitado o terrível evento para fazer uma humilde reflexão sobre suas causas e mudar radicalmente de comportamento diante do mundo, deixando de ser um país provocador de guerra para um país pacificador do planeta. Mas, infelizmente, é querer de demais de George Bush e dos republicanos arrogantes.

Além disso, os oito anos de total incompetência do governo Bush foram arrasadores para a economia americana, que culminaram com a grande crise econômica de 2008. Há quem considere o dia 15 de setembro de 2008, data do início da citada crise, seja mais fatídica que o 11 de setembro de 2001, mas tudo teve inicio com o atentado das torres. A partir daí os Estados Unidos entraram em franco declínio, cada dia perdendo mais seu poderio e sua credibilidade diante do mundo. Estamos presenciando a grande derrocada de um império.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A absolvição da deputada Jaqueline Roriz, o supremo escárnio da Câmara dos Deputados



No momento em que se discute no Brasil, o nosso maior problema: a corrupção, a Câmara dos Deputados tem a desfaçatez e a cara de pau de absolver a Deputada Jaqueline Roriz, flagrada recebendo propina do então Secretário de Estado do Distrito Federal Durval Barbosa, no episódio denominado “mensalão” do DEM.

Foram 265 parlamentares que votaram favoráveis a permanência da deputada, institucionalizando a corrupção.

A defesa da deputada foi patética. Ela confirmou o crime, mas alegou que este ocorreu quando ela era apenas uma cidadã comum. Isto significa dizer que antes de ser deputada ela podia cometer qualquer tipo de crime e que ficaria limpa por meio das urnas. A urna passou a ser uma espécie de pia batismal. Uma vez eleita ela se torna imaculada. Muito interessante!

Mais interessante ainda é lembrar que os “mensaleiros” que cometeram seus crimes durante o mandato também foram absolvidos. Resta saber se depois do mandato também pode.

Agora a “nobre” deputada vai concluir seu mandato como se nada houvesse acontecido: livre, leve e solta.

Na próxima eleição o povão já esqueceu o ocorrido ou nem tomou conhecimento dele e, certamente, vai elegê-la de novo. Isso é o Brasil, nós merecemos!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Última rodada do Brasileirão mostra equilibrio e nenhuma surpresa



Após a última rodada do Brasileirão 2011 já podemos fazer uma análise do que passou e, em conseqüência, apontar os times que terão maior probabilidade de disputar o título, de ficar na zona intermediária e de cair para a segunda divisão, ou série B, como prefere a CBF.

Tudo indica que o título ficará entre os seis primeiros colocados no primeiro turno, ou seja, Corinthians, Flamengo, São Paulo, Vasco, Botafogo ou Palmeiras, não só pela colocação deles na primeira fase da competição, mas, principalmente, pelo futebol apresentado.

Desde 2003, quando passamos a ter um verdadeiro campeonato brasileiro, isto é, uma competição onde todos enfrentam todos, dentro e fora de casa, saindo campeão aquele que acumular o maior número de pontos, que notamos uma particularidade interessante: o time que consegue uma média de dois pontos por partida ou um aproveitamento de 66,7 %, tem todas as chances de ser campeão. Nestes oito anos de competição apenas o Cruzeiro, em 2003, conseguiu um número maior, 2,1 pontos por partida. Na atual temporada esta marca continua prevalecendo, o Corinthians, primeiro colocado do primeiro turno e que no início da competição chegou a alcançar 93% de aproveitamento ou 2,7 pontos por partida, terminou o turno com a média de 1,95 pontos. Para saber se o seu time tem ainda alguma chance de conquistar o título basta calcular quantos pontos, em média, ele conseguiu no primeiro turno e quantas partidas ele terá que ganhar no segundo turno para alcançar os dois pontos, em média, no final do campeonato.

A disputa pelo primeiro lugar está cada dia mais acirrada. Corinthians, Flamengo e São Paulo que chegaram a distanciar dos outros concorrentes apresentaram declínio nas últimas rodadas e Vasco e Botafogo vem crescendo de produção, com o Palmeiras correndo por fora. Os únicos times que podem ameaçar estas seis equipes são Cruzeiro e Internacional. Esta duas equipes decepcionaram no primeiro turno apresentando um futebol muito irregular.

Na zona de rebaixamento a briga será entre América MG, Atlético MG, Avaí, Atlético PR, Figueirense e Bahia. Surpreendente nessa lista é o Atlético Mineiro, que embora seja um freqüentador assíduo da zona de rebaixamento nos campeonatos anteriores, no inicio do ano fez contratações de peso e esperava-se que iria até lutar pelo título. O Atlético fechou o primeiro turno com apenas quinze pontos. Terá que conquistar mais trinta pontos no segundo turno para se salvar do rebaixamento.

As demais equipes ficarão na zona intermediária. Esta é a conclusão com base no desempenho dos times no primeiro turno, mas como futebol muitas vezes apresenta surpresas, poderemos ter um time que fez péssima campanha no primeiro turno, crescer de produção no segundo, como aconteceu com o Grêmio em 2010 ou mesmo uma equipe bem colocada no primeiro turno, despencar no segundo e até cair para segunda divisão, como já ocorreu no passado. Mas aí seria uma grande zebra, o mais provável é acontecer o que nós previmos no inicio do texto.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O que fazem os órgãos de fiscalização do Brasil?



Nos últimos anos tomamos conhecimento de muitos escândalos de nossos políticos, quase sempre ligados à corrupção e ao uso indevido do dinheiro público. Mesmo assim esses fatos se tornam públicos somente quando há alguém para denunciá-los. Para citar os mais escabrosos, relataremos apenas quatro. Comecemos com os “anões do orçamento”. Eles foram denunciados em outubro de 1993, pelo chefe da assessoria técnica da Comissão de Orçamento do Congresso José Carlos Alves dos Santos, integrante da quadrilha.

A denúncia provocou a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI no Congresso Nacional, que identificou um esquema de propinas elaborado pelos deputados integrantes na comissão do orçamento. Dezoito foram acusados, sendo seis cassados, oito absolvidos e quatro renunciaram para evitar a cassação e a inelegibilidade.

O caso Collor começou com uma entrevista de seu irmão Pedro Collor à revista Veja que acusou o tesoureiro da campanha PC Farias de comandar um esquema de corrupção. Pedro apresentou um dossiê que apontava operações ilegais de PC.

Aberta a CPI, esta confirmou a ligação de atividades ilegais do empresário PC Farias com o governo federal, o que culminou com a cassação de Fernando Collor.

Foi outra entrevista, desta vez do Deputado Federal Roberto Jefferson, que veio a público o que se chamou de “Mensalão”, um neologismo derivado da palavra mensalidade, referindo-se a uma suposta “mesada” paga a deputados em troca de apoio aos projetos de interesse do Poder Executivo. Segundo Jefferson o termo já era utilizado largamente entre os parlamentares para designar essa prática ilegal.

O mensalão do Democratas de Brasília foi o nome popular do escândalo denunciado por Durval Barbosa, ex-secretário do então Governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, em novembro de 2009 e confirmado pela Polícia Federal por meio da Operação Caixa de Pandora.

Na época foram divulgados vídeos onde apareciam o governador e diversos deputados recebendo propina em forma de dinheiro vivo. Foram acusados o governador José Roberto Arruda, o vice-governador Paulo Otávio, o presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal Leonardo Prudente e vários secretários do Governo do Distrito Federal.

José Roberto Arruda foi preso em 11 de fevereiro de 2010, após tentativa de suborno do jornalista Edson Sombra. Ficou dois meses preso e o processo contra ele e os demais acusados corre na justiça.

Se não houvesse as denúncias de José Carlos Alves dos Santos, Pedro Collor, Roberto Jefferson e Durval Barbosa, os anões do orçamento continuariam com sua atividade ilegal, o ex-presidente Collor teria completado seu mandato com o PC Farias a tiracolo, os “mensaleiros” não teriam sido incomodados e o José Roberto Arruda também teria concluído seu mandato e provavelmente teria sido o candidato a vice-presidente na chapa do Serra.

Significa dizer que se não houver denúncia pode-se roubar a vontade.

Agora eu pergunto: O que fazem os órgãos de fiscalização do Brasil?