Chegamos
a Lisboa dia 25 de abril, aniversário da Revolução dos Cravos, movimento
popular que derrubou o ditador Antônio Salazar em 1974, restabelecendo a
democracia no país. A cidade estava em festa. Havia desfile e corrida de rua,
shows, centenas de discursos de políticos da TV, etc.
Ficamos
no Hotel Aviz, que já teve sua época de glória, quando hospedou celebridades lendárias,
como Frank Sinatra, Eva Peron, Ava Gardner, Catherine Deneuve, etc. Hoje ainda
é um bom hotel, com ótima localização, bem próximo da Praça Marquês de Pombal.
Para
conhecer o Centro Histórico de Lisboa é possível fazê-lo a pé. Seguimos o
roteiro da Revista Guia de Lisboa, adquirida no Brasil, que transcrevemos a
seguir:
“Comece
por subir pelo Elevador de Santa Justa, alcançando as ruínas do Convento do
Carmo, destruído pelo sismo de 1755 e único exemplar de arquitetura gótica
remanescente na cidade. Suba a Rua da Trindade e aprecie a fachada do Teatro
homônimo e, mais abaixo, entre nas Igrejas do Loreto e da Encarnação.
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Elevador Santa Justa |
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Vista privilegiada do alto do Elevador Santa Justa |
Pela Rua Garrett chega-se à Igreja dos Mártires e ao Teatro de São Carlos, casa
de ópera lisboeta, e ao Museu do Chiado, na Rua Serpa Pinto. Descendo a calçada
do Ferragial vemos a Igreja do Corpo Santo e, virando à esquerda pela Rua do
Arsenal, a Praça do Município, onde se situam os Paços do Conselho, construídos
em 1774 e, consolidados em finais do século XIX. Siga em direção ao rio Tejo,
chegando a Praça do Comércio, porta de entrada da cidade e sede de vários
ministérios.
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Praça do Comércio, com o Arco da Vitória |
Continue margeando o rio e entre no Campo das Cebolas, onde está a peculiar
Casa dos Bicos.

Siga pela Rua da Alfândega, onde se encontra a Igreja de Nossa
Senhora da Conceição de fachada manuelina. Voltando em direção a Praça do
Comércio não deixe de conhecer o bicentenário Café Martinho D´Arcada, local
frequentado pelo poeta Fernando Pessoa. E passe por baixo do neoclássico Arco
da Vitória, onde se inicia a Rua Augusta. Aprecie ali o comércio das grandes
'griffes' até chegar à Praça D. Pedro IV, nome dado em Portugal ao nosso D.
Pedro I. Estamos na região conhecida como Rossio.
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Rua Augusta |
Vire à direita, contornando a Praça da Figueira, até à Igreja de S. Domingos,
datada de 1241 e hoje com uma fachada do século XVIII. Depois, seguindo pela
Travessa Nova, encontre o Teatro Nacional D. Maria II, com a sua fachada
neoclássica, de 1842, um edifício de raiz medieval, para utilização diplomática
e depois sede da Inquisição até ao século XVIII. Pela Rua das Portas de Santo
Antão chega-se ao Palácio da Independência e à Praça dos Restauradores. Do lado
oposto desta praça está o Palácio Foz, a neomanuelina Estação Ferroviária do
Rossio e o Elevador da Glória, que dá acesso ao Bairro Alto, com a sua vida
boémia e noturna.
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Igreja São Domingos |
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Teatro Nacional D. Maria II |
Em alternativa ao elevador, passe de novo pelo Rossio e suba as ruas do Carmo e
Garrett, que constituem o Chiado, bairro ardido em 1988 e entretanto
reconstruído sob orientação do consagrado arquiteto Siza Vieira, que assina
este brilhante projeto.”
Para
conhecer outros pontos turísticos como o Castelo de São Jorge, Torre de Belém,
Padrão dos Descobrimentos, Mosteiros dos Jerônimos, Túmulos de Vasco da Gama e Luís
de Camões, parques e shoppings, aconselhamos adquirir um bilhete diário no
Metrô. Ele dá direito a utilizar todos os meios de transporte da cidade e custa
apenas cinco euros.
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Torre de Belem, ao fundo |
Aos
apreciadores de museus, Lisboa disponibiliza pelos menos, três dezenas deles.
Destacamos o Museu Nacional de Arte Antiga, Museu do Chiado e Museu do Azulejo.
Vale
a pena também conhecer Cascais, Sintra e Estoril. Neste caso, alugamos uma van,
que ficou o dia todo a nossa disposição. O grande destaque foi o Palácio
Nacional da Pena, em Sintra, expressão maior do Romantismo arquitetônico do
Século XIX.
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Palácio Nacional do Pena, em Sintra |
Na
última noite em Lisboa, assistimos a um show de fado, em um restaurante. Foi um
belo espetáculo, regado a um bom vinho e um excelente bacalhau.
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C antores de Fado do Restaurante Casa de Linhares |
No
dia 29 de abril, um domingo, saímos de Lisboa, bem cedo, numa van alugada, com
destino a cidade do Porto. Paramos por duas horas, em Fátima. Foi interessante
conhecer o local da aparição da Nossa Senhora de Fátima.
Chegamos
a Porto por volta das 13 horas e tivemos apenas aquela tarde para conhecer,
superficialmente, esta peculiar cidade do noroeste da Península Ibérica.
Conhecida, Internacionalmente, pelo seu vinho, suas pontes, por um dos seus
clubes de futebol, o Futebol Clube do Porto e também pelo seu Centro histórico,
classificado como Patrimônio Mundial, pela UNESCO.
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Centro Histórico de Porto |
Nosso
hotel em Porto, o Bessa ficava ao lado belo estádio do Boa Vista Futebol Clube.
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Animal símbolo do Boa Vista |
Dia
30 de abril, decolamos bem cedo, seis horas da manhã para Paris, nosso último
destino.
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