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domingo, 23 de outubro de 2011

Receita para ficar rico em pouco tempo



Quem não gostaria de ficar rico? Acredito que a maioria das pessoas gostaria muito de enriquecer em pouco tempo, não é mesmo?

Muito bem. Se seu desejo de ganhar muito dinheiro está acima de seus escrúpulos, vai a seguir a receita, em seis passos:

Primeiro passo: Filie-se a um partido da base aliada do governo, preferencialmente, ao PT, PCdoB ou PMDB, pois estes, me parece, são os mais atuantes e beneficiados.

Segundo passo: Não apenas filie-se, mas seja um militante destacado.

Terceiro passo: Crie uma ONG, que pela própria denominação deveria ser uma Organização Não Governamental, isto é, desvinculada do governo. Bem, as aparências enganam.

Quarto passo: Elabore um estatuto que não deixe dúvidas quanto à grande utilidade pública de sua ONG. Se ela for destinada a crianças carentes será perfeita.

Quinto passo: Elabore relatórios fajutos que demonstre toda a atuação junto ao seu público alvo. Pode ser tudo falso, afinal, ninguém vai checar mesmo.

Sexto Passo: Consiga uma boa verba do governo, gaste 10% desta verba com sua atividade fim, doe 20% para o "partido", embolse o restante e vai viver como um marajá.

Obs: No próximo ano solicite um aumento na verba, pois ninguém é de ferro.

domingo, 15 de maio de 2011

Ricardão: O Terceiro Elo Para Um Casamento Feliz


Ao longo da história os homens sempre seduziram as mulheres, em busca do sexo, o que é perfeitamente natural. O interessante é que os homens preferem seduzir, principalmente, a mulher do próximo, de preferência quando o próximo não está tão próximo. Daí a figura do Ricardão, formando um tripé, muitas vezes indispensável para o bom e duradouro relacionamento conjugal. Muitos casais só conseguem chegar às Bodas de Ouro, quando existe um bom Ricardão correndo por fora, mas sempre atuando por dentro.

Para satisfazer as mulheres carentes, cujos maridos não cumprem suas obrigações matrimoniais, o bom Ricardão se dedica como um verdadeiro profissional: tem corpo sarado, barriga tanquinho, corre todos os dias, sabe tratar uma mulher com carinho, atenção e muito sexo.

Mas nosso herói sempre foi injustiçado e tripudiado através dos tempos. Muito se matou e muito se morreu por causa dele. Eram maridos traídos matando Ricardões ou Ricardões, sempre em legítima defesa, matando cornudos raivosos e de má pontaria.

Hoje tudo já está bem mais calmo e até existem maridos torcendo para aparecer algum Ricardão para aliviar-lhes a árdua missão de encarar o “dragão” que têm em casa, pelo menos, duas vezes por semana.

Alguns profissionais precisam desesperadamente da contribuição espontânea de um parceiro, pois suas atividades exigem deles uma dedicação extrema, que os impedem de dar uma assistência adequada às suas esposas.

É o caso, por exemplo, dos guardas noturnos, dos porteiros de boate, dos jogadores de futebol, dos médicos e dos executivos das grandes empresas.

O guarda noturno passa a noite andando de um lado para o outro, apitando como um condenado, muitas vezes enfrentando larápios de toda espécie, e terminando o expediente, ao nascer do sol, volta para casa exausto, com as pernas trêmulas e doloridas.

Ora, se nessas alturas o Ricardão já passou por lá e fez adequadamente o serviço, ele pode dizer que está cansado, com sono, e a mulher satisfeita sexualmente, com sentimento de culpa e devidamente sapecada pelo Ricardão, concordará aliviada. E o casal viverá muitos anos em plena harmonia.

Já o porteiro de boate é um grande sofredor. Sua profissão, já foi dito, é parecida com a do ginecologista: ele trabalha onde os outros se divertem. Passa a noite ouvindo desaforos de bêbados e de putas, correndo atrás de caloteiros. Após uma noite exaustiva, chega em casa querendo descansar. A última coisa que gostaria de fazer é transar. Como o guarda noturno, também ficaria muito feliz de encontrar a mulher já devidamente comida.

O jogador de futebol passa a maior parte do seu tempo fora de casa, viajando ou concentrado, transando com as camareiras de hotel, com as marias-chuteira ou com os colegas de quarto. É isso mesmo, com os colegas de quarto, pois como se sabe, no mundo do futebol também acontece. Alguns casos até se tornaram públicos, como o dos jogadores Clodoaldo e Edu. Dizem as más línguas que os dois foram flagrados dividindo a mesma cama, quando o Brasil disputava a Capa do Mundo de 1970. A desculpa que deram, na época, é que o Clodoaldo tinha medo de coruja. O fato não foi confirmado, mas passou a fazer parte do folclore da seleção brasileira.

Depois de transar a camareira, a maria-chuteira e o coleguinha de quarto, o jogador é obrigado a jogar noventa minutos de futebol, um esporte no qual o pau come solto. Por falar em pau, o futebol é um esporte com muita sacanagem. Vejamos: O goleiro joga debaixo dos três paus. Quando ocorre um escanteio, o técnico manda logo marcar os primeiro e segundo paus. Os laterais penetram pelos flancos, já os atacantes penetram pelo meio. O centro avante joga sempre enfiado e os zagueiros descem o cacete.

Depois dessa maratona sexual, o jogador pode ir para casa. Já pensou se tiver que transar com aquela loira oxigenada e nem sempre muito inteligente? É muito sacrifício! Neste caso também o Ricardão é indispensável.

Quanto aos médicos, dá até pena do tanto que eles estudam. Ralam para passar no vestibular, ralam para fazer seis anos de curso e, posteriormente, fazer a residência. Depois de anos e mais anos de estudo, precisam de quatro ou cinco empregos para sobreviver. E tome plantão, congressos e mais congressos. Para variar, precisam continuar estudando, se atualizando, fazendo cursos, etc. etc. Mas, como a medicina é a profissão mais charmosa do mercado, surgem fãs, que o médico tem que executar para não decepcionar a classe. E cadê espaço para cumprir o sagrado dever de marido? Não sobra tempo não. Aí o Ricardão deita e rola, com a mulher de nosso dedicado profissional, é claro.

Os executivos das grandes empresas passam os dias em reuniões estafantes, trabalham sob pressão, para equilibrar financeiramente suas organizações, numa economia complexa: impostos extremamente elevados, juros abusivos e a concorrência predatória. Viajam constantemente, são obrigados a reduzir o quadro de pessoal e não têm garantia nem mesmo do próprio emprego. Nas horas vagas, precisam dar aquela assistência sexual às amantes, secretárias ou para ambas, num cansativo ménage a trois. Vida difícil levam os executivos!

Quando chegam em casa, encontram a dondoca neurótica e deprimida querendo sexo. Só mesmo um Ricardão de alta performance consegue atenuar esse problema.

Na história da humanidade vários Ricardões marcaram sua presença nas famílias mais ilustres e famosas. Infelizmente, por ter uma atividade onde o sigilo e discrição são elementos que podem garantir até a própria sobrevivência, poucos casos vieram á tona. No Brasil, o caso mais badalado foi o do Tenente Dilermando de Assis que mantinha um romance com a mulher do famoso escritor Euclides da Cunha. O escritor descobriu o triangulo amoroso, tentou matar o Ricardão, mas acabou morto por ele. Dilermando de Assis foi julgado e absolvido.

O cinema brasileiro retratou bem a genial obra de Jorge Amado, Dona Flor e Seus Dois Maridos, na qual o falecido marido volta a terra, não mais como primeiro marido e sim como um competente Ricardão, que faz a festa e a alegria da ex-esposa.

Se você ficou chocado com o início deste texto, certamente já está até me dando certa razão na teoria do Ricardão, elemento muitas vezes necessário e até indispensável. E se sua profissão não foi contemplada na exposição acima, não se desespere. Pensando bem você irá encontrar várias razões para ter também seu Ricardão. Depois disso, só me resta desejar felicidades para vocês três e que não se esqueçam de convidar-me para as bodas de ouro.

Para finalizar, talvez aliviando a sua cabeça que já começa a coçar, e quem sabe já apresenta alguma saliência preocupante, dou-lhe a única receita que poderá livrá-lo desse predador implacável. Faça aquilo que ele faria por você, isto é, seja carinhoso, elogie sempre sua mulher, lembre-se das datas importantes como o dia em que você a conheceu, a data do noivado, a data do casamento, o aniversário dela; trabalhe menos, dedique mais tempo a sua mulher, pense menos em dinheiro e mais em sexo, faça mais atividades físicas, acabe com sua barriga ridícula e, principalmente, redescubra a bela mulher que vive a seu lado.

Seja você mesmo o Ricardão de sua mulher!

terça-feira, 19 de abril de 2011

O dia em que um analgésico salvou a vida do Pinhé



Paulo Roberto Pinhé é um famoso mulherólogo. Desde a década de sessenta, ele faz as mulheres felizes. Mulherólogo! É assim que ele gosta de ser chamado. Quando alguém o chama de mulherengo, ele reage, dizendo que esse termo é pejorativo, que ele é um profundo estudioso das mulheres e se utiliza desse conhecimento para levá-las ao delírio do prazer. È um grande benemérito nosso Pinhé. Ele tem muitas histórias para contar.

Esta ele me relatou quando fazíamos uma viagem, a trabalho, para São Paulo.

Sua façanha aconteceu em Juiz de Fora no ano de 1969, ano em que o homem chegou a Lua e quase que o Pinhé também vai para o espaço.

O Pinhé foi transar com uma mulher casada. Seu marido trabalhava numa fábrica de tecidos. Naquela época, Juiz de Fora vivia o fim de uma era de esplendor na sua indústria têxtil, atividade que levou a cidade a ser chamada de Manchester Mineira, uma referência à cidade inglesa, famosa pela sua indústria.

O maridão trabalhava de turno, à noite; só chegava em casa pela manhã. Seu nome era Luis, ou Luisão para os íntimos, um nordestino “arretado”, alto, forte e rude. Ele sempre dizia:

- Se a Marilda me trair, eu mato o cabra da peste!

Logo que o marido saiu, o Pinhé chegou cheio de amor para dar. Todo perfumado, paletó xadrez, garrafa de vinho debaixo do braço e com todo o tesão do mundo.

A Marilda, mulher séria e religiosa, não faltava à missa aos domingos, participava de todas as novenas do bairro, era amiga do padre, mas ninguém é de ferro e a cantada do Pinhé foi irresistível.

O Pinhé chegou, colocou o vinho na geladeira para dar uma resfriada e foi logo abraçando, beijando e apertando a bunda da Marilda, com todo carinho, é claro.

O casal estava tranquilo, tinha toda a noite pela frente, noite que prometia ser inesquecível.

Bateram um bom papo, apenas amenidades. Depois o Pinhé abriu a garrafa de vinho, declarou todo o amor que sentia pela Marilda, comeram uns salgadinhos que ela preparou e foram, finalmente, para cama.

O Pinhé era um mestre nas preliminares e costumava dizer que aí residia todo o fascínio que exercia sobre as mulheres.
 
Pinhé começou tirando a roupa da Marilda, peça a peça, até deixá-la completamente nua. Passou a beijá-la na boca com a fúria de um amante latino. Depois de mordiscá-la na orelha, foi descendo pelo pescoço, seios, barriga, virilha... Neste momento crucial se ouve um barulho na porta da frente. Era o marido retornando inesperadamente.

Tocou horror naquele ninho de amor. Marilda pulou da cama, vestindo a saia e a blusa em tempo recorde e exclamando:

- É o meu marido. É o Luisão. Estamos ferrados!

Pinhé também deu um salto, juntou rapidamente suas roupas e escondeu-se atrás da porta, tremendo como uma vara verde. A “vara” sempre presente na vida do Pinhé.

Felizmente o Luisão foi direto para a cozinha tomar água, onde a Marilda o encontrou:

- O que houve? Você foi despedido?

- Não, ainda bem que não. Estou é com uma sinusite braba, cabeça estourando de dor. Falei com o supervisor, ele não gostou, mas pedi para sair mais cedo, não estou agüentando de tanta dor.

- Ora, meu amorzinho, você sabe que a fábrica está demitindo muita gente e não é uma dorzinha de cabeça que vai fazer o machão do meu marido faltar ao trabalho. Vou preparar um chazinho infalível, você toma também esse analgésico importado do Paraguai, ele é tiro e queda, e volta para seu trabalho. Seu supervisor ficará feliz e você vai ganhar muitos pontos com ele.

Luisão vacilou, pensou bem e resolveu voltar.

Ao sair, a Marilda ainda brincou: Vai trabalhar vagabundo!

O mais impressionante dessa história é que o Pinhé voltou para cama com a Marilda e ainda transou com ela por três vezes. Saiu de lá às quatro da manhã cantarolando, feliz da vida.

Depois do sufoco que o Pinhé passou qualquer ser humano normal ficaria uns quinze dias “brocha”, menos, é claro, o poderoso Pinhé.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

A Arte da Sedução


Desde os primórdios da humanidade, sempre coube ao homem correr atrás da mulher para cumprir a árdua missão de procriar, o que depois virou pura sacanagem. Na época das cavernas, o homem, sem qualquer constrangimento, arrastava a mulher pelos cabelos até uma moita e a executava sem muito papo.


Hoje as coisas estão mudando. Já existem mulheres invertendo o processo e passando de caça a caçadora, o que provoca problemas psicológicos sérios em alguns homens, que, despreparados para o assédio feminino, entram em parafuso e acabam no divã do psiquiatra.

Mas na maioria dos casos, ainda é o homem que conquista a mulher, não o contrário. Para falar da arte da sedução, recorro a um grande conquistador que conheci na década de 70, o Paulo Roberto Pinhé. Advogado bem sucedido, baixinho, bem vestido, o Pinhé era conhecido por desfilar com belas mulheres e, principalmente, por gostar muito de falar de suas conquistas e de sua técnica apurada para alcançar seus objetivos.

Segundo o Pinhé existem três profissões privilegiadas no que se refere à conquista de mulheres: a medicina, o magistério e a clerical. O médico, o professor e o padre despertam especial fascínio nas mulheres. Após essa constatação, o Pinhé passou a utilizar disfarces desses três profissionais.

Naturalmente que, para desempenhar razoavelmente seu papel, nosso amigo estudou o perfil de cada um e obteve noções básicas dessas profissões.

Quando sai de médico, veste a tradicional roupa branca, maleta de instrumentos médicos e o estetoscópio pendurado no pescoço. Esse detalhe é muito importante, para ele não ser confundido com outros profissionais de saúde com menor apelo sexual. Normalmente, quem utiliza de estetoscópio é o médico.

Para sair de professor, Pinhé veste um guarda-pó branco, com a inscrição “Professor Pinhé” colocada sobre o bolso do lado esquerdo, alguns livros debaixo do braço e uma caixa de giz com um apagador, bem no formato antigo, mas inconfundível.

Como padre, fica mais simples. Basta incluir aquela tira branca no colarinho, sob uma roupa discreta e um terço no pescoço. Nessa modalidade há uma variação, que é o pastor evangélico, também muito badalado entre as mulheres. Aí basta vestir um terno brega, uma gravata colorida e levar uma bíblia debaixo do braço. Esse detalhe é importantíssimo, a bíblia é indispensável.

Devidamente paramentado nosso herói vai à luta. Sua técnica depende do objetivo, Isto é, do tipo de mulher que ele busca. Para as solteiras o caminho é a “balada”, naquela época chamada de “gandaia”. Valem: bar, boate, discoteca, inferninhos, festas privativas...

A partir daí, basta fazer uma boa abordagem e correr para o abraço ou para a cama.

Para as casadas, o grande canal é frequentar supermercado, aonde a mulher, geralmente, vai sozinha e quando acompanhada pelo maridão, esse vai para o setor das bebidas e deixa a mulher dando sopa no “hortifruti” Aí basta sair fingindo que está comprando, enchendo o carrinho de qualquer produto. Avistando uma mulher interessante é só provocar uma ligeira “batida de carrinho”, pedir mil desculpas e engatar um papo. Outro local interessante é a porta de escola, na hora da saída. Nesse caso se a mulher se mostrar indiferente aos olhares vale também uma pequena batida no carro dela. Será inevitável a troca de cartões de visita, uma pequena despesa com a oficina de lanternagem e uma aproximação posterior, que poderá compensar amplamente. Salão de beleza unisex pode ser interessante como também Academia de Ginástica. Na Academia, o lance é caminhar na esteira ao lado da beldade e levar um papo tipo geração saúde, daí para o motel é um pulo.

Há mais ou menos uns cinco anos, encontrei-me com o Pinhé, já um sessentão, mas ainda em plena ativa, isto é, paquerando como sempre.

Depois de um longo papo e alguns chopes, perguntei se ele estava muito satisfeito com o advento do Viagra. Afinal agora ele poderia prosseguir com sua trajetória de conquistas por muito mais tempo. Sua resposta foi surpreendente:

- “o surgimento desses remédios para disfunção erétil foi uma lástima. Agora qualquer “Zé Mané” toma uma pílula dessa e tem um desempenho igual ao meu. Perdi minha vantagem competitiva.”

quinta-feira, 17 de março de 2011

O Trabalho Escravizou o Homem



Definitivamente o homem não nasceu para trabalhar. O trabalho é um atentado à natureza humana. O homem nasceu para andar pelado pela floresta usufruindo da mãe natureza. Sua única preocupação deveria ser caçar, pescar e subir nas árvores para colher os frutos que lhe são oferecidos generosamente. Assim foi no início. Ele vivia se divertindo, correndo, nadando, brincando com seus semelhantes e, principalmente, fazendo sexo com várias mulheres, pois a fidelidade como, o trabalho, também é uma afronta à natureza humana.

Assim o homem viveu milhares de anos sem se preocupar com nada, sem brigas, sem desentendimentos, sem sogra, sem cunhado mala e sem estresse! Maravilha!

Apareceu, porém, um débil mental: inventou o trabalho e decretou que o homem teria que trabalhar para não morrer de fome. Que loucura! Além disso, instituiu também o casamento e decretou: cada homem teria apenas uma mulher e cada mulher apenas um homem. Outra loucura!

Lá se foi o sossego. Todo mundo trabalhando como um condenado, para pagar as próprias contas, as contas da família, as do cunhado malandro, as do amigo caloteiro, da amante, e, principalmente, pagar os impostos para sustentar um bando de políticos corruptos.

O pior é que o trabalho vicia. O cara não consegue mais ficar sem essa droga. Tira férias, vai para uma praia, todo feliz da vida. Primeiro dia, ótimo; segundo também, mas nem tanto; no terceiro liga para o escritório e a secretária bajuladora diz que lá está um horror sem ele. No quarto dia já fica louco para voltar. Depois de uma semana retorna correndo para o trabalho, alucinado, como um paulista neurótico.

E o homem acaba fazendo qualquer coisa por dinheiro: trabalha honestamente, trapaceia, mente, rouba, mata e o “escambau” de Madureira. Bem, a gíria é antiga, mas se você não a entendeu não se preocupe porque eu também não, mas acho que ela cabe bem para definir a situação.

Voltando à vaca fria, vamos fazer um brinde ao ócio, exaltar a vagabundagem, a vida mansa, as pernas para o ar, que ninguém é de ferro.


Com base nesta “filosofia de vida” vários movimentos surgiram pelo mundo como o “no stress”, que busca dar um basta na nossa vida estressada, o “no worries” expressão que traduz bem um dos pilares do modo de vida dos australianos. Aliás, povo que sabe viver é o australiano: bermudão, chinelão, praia, prancha de surf, uma beleza!

No mesmo propósito foi criado também o Clube do Nadismo (não confundir com o Clube do Nudismo, que também é muito interessante) Seu objetivo é criar um momento especial que ofereça a oportunidade rara de efetivamente parar e não fazer coisa alguma. Maravilha, não acha?

Por falar nisso, vou descansar, trabalhei muito hoje: escrevi uma página inteira. Ufa! Preciso de férias! Férias!!!