terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O que esperar do futebol brasileiro em 2013




O ano de 2012 foi muito positivo para o futebol brasileiro, principalmente, para os times, já que a seleção, mesmo apresentando certa evolução, deixou a desejar, como tem ocorrido nos últimos anos.

Nossas equipes venceram todas as competições internacionais das quais participaram.

O Santos ganhou a Recopa Sul-americana. Trata-se de uma competição oficial organizada pela Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL) e reuniu o campeão da Taça Libertadores da América (Santos) e o campeão da Copa Sul-americana (Universidade de Chile), ambos do ano anterior (2011).   Em Santiago do Chile foi 0x0 e no Brasil 2x0 para o Santos.

O São Paulo levantou a Copa Sul Americana, após uma final tumultuada contra o Tigres da Argentina. 0x0 na Argentina e 2x0 apenas no primeiro tempo no Morumbi. No segundo tempo o Tigres não voltou ao gramado, alegando que seus jogadores foram agredidos pelos seguranças do São Paulo no vestiário. A CONMEBOL confirmou o título do São Paulo.

Ao Corinthians coube a grande façanha do ano. Ganhou o sonhado título de campeão da Taça Libertadores da América sobre o Boca Juniors e o título mundial em cima do milionário Chelsea, da Inglaterra.

O sucesso das equipes brasileiras em 2012 é resultado de  maior investimento e melhor gestão que vem ocorrendo nos últimos anos no Brasil, embora tenhamos que evoluir muito.

Para 2013 podemos ser otimistas. Quatro times (Fluminense, Atlético-MG, Corinthians e Palmeiras) já se classificaram para a fase de grupos da Taça Libertadores e dois outros (Grêmio e São Paulo) vão participar da pré Libertadores, com grandes chances de também participar da fase de grupos. Poderemos ter até seis agremiações na Libertadores e será possível, inclusive, ter dois times brasileiros na final. Na Recopa já garantimos um título brasileiro, já que dois times nacionais vão disputar a competição: Corinthians e São Paulo.

O Campeonato Brasileiro tem melhorado  todos os anos e podemos esperar mais uma disputa emocionante este ano. As equipes estão se reforçando, poucos jogadores foram vendidos para o exterior e alguns estão sendo repatriados, como é o caso do Pato, maior aquisição do Corinthians.

Quanto à seleção brasileira, pairam dúvidas. Depois de dois anos de renovação, nenhuma conquista importante e uma aparente evolução nos últimos jogos, a nossa seleção é uma incógnita para a disputa da Copa das Confederações em junho próximo. O técnico Mano Menezes perdeu todos os jogos contra as seleções da primeira linha do futebol mundial, além de perder a medalha de ouro mais fácil que o Brasil já teve oportunidade de disputar nas Olimpíadas de Londres de 2012. Por isso foi substituído.

Agora, sobre o comando de técnico Felipão, que conquistou nosso último mundial em 2002, as esperanças se renovam e esperamos voltar a ganhar títulos. A disputa será árdua na Copa das Confederações, pois teremos, entre outras, as seleções do México, da Itália e da temida Espanha, considerada por todos como a melhor seleção de futebol do mundo, atualmente.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A Inoperante Política de Reduzir Temporariamente os Impostos para Alavancar a Economia



“Os donos do capital incentivarão a classe trabalhadora a adquirir, cada vez mais, bens caros, casas e tecnologia, impulsionando-a cada vez mais ao caro endividamento, até que sua dívida se torne insuportável. (1867)”.
Karl Marx

Inicio meu post de hoje com esta frase de Karl Marx, embora eu não seja comunista, muito pelo contrário, sou radicalmente contra qualquer forma de ditadura, de esquerda ou de direita.

A razão de começar com esta impactante frase de Karl Marx prende-se ao fato de sua semelhança com a politica econômica do governo Dilma, por mais paradoxal que possa parecer, uma vez que o PT, historicamente, é um partido de esquerda, fundamentado nos princípios do socialismo. Mas o que temos presenciado é um grande esforço para aumentar o consumo, levando as famílias a um alto índice de endividamento.

Com intuito de combater os reflexos da crise financeira internacional na economia brasileira e incrementar o Produto Interno Bruto (PIB), a equipe econômica do governo Dilma, tomou medidas pontuais para aumentar o consumo.

O governo aumentou muito o crédito imobiliário, provocando um acréscimo considerável na demanda nesse setor e, consequentemente, um aumento exagerado no preço dos imóveis.

Reduziu o IPI (Imposto de Produtos Industrializados) dos automóveis, proporcionando, incialmente, um aumento na venda de veículos novos, enchendo ainda mais as cidades de carros e tornando ainda mais insuportável o transito de veículos. Além de agravar a mobilidade das cidades e aumentar a poluição, há também o impacto sobre a receita de estados e municípios. 

Em pronunciamento junto à Comissão de Meio Ambiente, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) fez o seguinte alerta: “Ao invés de investir em uma política de inovação tecnológica em atividades de baixo carbono, o governo estimula o consumo de automóveis, o que torna nossas cidades menos sustentáveis”.

O maior argumento da equipe econômica para a redução do IPI dos automóveis é a preocupação com o nível de emprego e a manutenção do parque automotivo, no entanto essa não pode ser o principal estímulo à indústria nacional.

Reduziu também o IPI dos eletrodomésticos da linha branca e móveis. Esta medida provocou antecipação de compras para aproveitar o estímulo fiscal, contribuindo para o endividamento das famílias. Num segundo momento há, inevitavelmente, uma retração nas vendas e a formação de estoques indesejáveis. Foi o que ocorreu tanto na venda de veículos como nos eletrodomésticos e móveis.

O setor de veículos ilustra bem esse movimento. Depois do recorde de vendas atingido em agosto, houve queda de mais de 30% em setembro na comparação com o mês anterior no número de automóveis e comerciais leves vendidos. Segundo a Associação Nacional de Veículos Automotores - Anfavea houve uma redução  na produção de veículos comerciais leves, caminhões e ônibus de 1,9% em 2012 em comparação com 2011. Ao longo do ano a indústria como um todo também sofreu recessão.

A prova mais evidente do fracasso da política econômica do governo é crescimento pífio do PIB em 2013, em torno de um por cento, isto é, próximo de zero.

Neste cenário destaca-se a figura do ministro Guido Mantega, que age como um boneco programado para repetir indefinidamente que o PIB vai crescer, vai crescer, vai crescer, enquanto os números mostram uma redução constante em suas previsões. Sua atuação bisonha já se tornou uma chacota internacional. A revista The Economist já sugeriu sua queda e um dos blogs do jornal Financial Times o colocou e a presidente Dilma como personagens centrais de um conto de fim de ano. Ele como “Elfo vidente” por causa de suas previsões não confirmadas para o crescimento. Novamente o governo e os economistas estão prevendo um maior crescimento para o ano em curso. Como ambos erraram feio em 2011 e 2012 não dá para confiar.

Para 2013, se a presidente Dilma quiser mesmo alcançar um “pibão grandão”, como ela afirmou recentemente, ela deveria aproveitar sua ampla maioria no Congresso Nacional para aprovar uma reforma tributária séria, que pudesse simplificar nosso complexo sistema tributário e reduzir sua altíssima carga, aumentar consideravelmente os investimentos estatais, que em 2012 foi metade do valor autorizado e melhorar sua relação com a iniciativa privada, mesmo contrariando a filosofia petista de estatização ou continuaremos patinando e perdendo a oportunidade de nos tornarmos uma grande potencia econômica.